Não há pai para alguns tubarões
Este tubarão é o galha preta, de seu nome científico Carcharhinus limbatus. Trata-se de um tubarão de porte razoável que, não sendo dos mais agressivos, tem a sua quota de dentadas em banhistas humanos. Uma pesquisa recente mostrou um aspecto curioso da sua reprodução. À semelhança dos humanos, os tubarões galha preta são víviparos e dão à luz crias vivas, mas não foi esse o aspecto a merecer atenção dos investigadores. O que se observou é que estes tubarões partilham algo com outras criaturas de que falei aqui, como os dragões de Komodo e os perus. Descobriu-se que as fêmeas do tubarão galha preta conseguem reproduzir-se sem a interferência de um macho, isto é, estes tubarões podem reproduzir-se por partenogénese.
O artigo que refere um nascimento virgem no Carcharhinus limbatus é da autoria de Demian Chapman, Beth Firchau e Mahmood Shivji, e foi publicado na revista Journal of Fish Biology (ref1). Numa tradução livre do resumo:
Fornece-se evidência de partenogénese num tubarão de grande porte, o galha preta Carcharhinus limbatus, da família Carcharhinidae, com muitas espécies e comercialmente importante, o primeiro caso verificado de desenvolvimento assexual nesta linhagem e o segundo apenas dos peixes cartilagíneos. O embrião partenogenético exibia homozigotidade elevada relativa à sua mãe, indicando que partenogénese de automistura é o mecanismo mais provável. Embora esta descoberta mostre que a partenogénese é mais comum e espalhada nos tubarões do que o reconhecido previamente e apoie a existência de capacidades partenogenéticas cedo na linhagem dos vertebrados, a significação adaptativa da auto-mistura nestes peixes antigos permanece pouco clara.
O termo automistura significa que o conjunto de cromossomas proveniente da mãe emparelha neste caso com um conjunto exactamente igual de cromossomas, isto é, o embrião resulta da duplicação do genoma do oócito (por fusão com um dos corpos polares). As crias resultantes deste tipo de partenogénese não são clones da mãe, sendo por vezes designadas por meios-clones. Deve notar-se ainda, sobretudo para os estudantes de liceu, e que podem apanhar este tipo de questões como "rasteira" num exame, que embora os autores se refiram a um desenvolvimento "assexual" o termo não é o mais adequado. O processo envolve células sexuais, os gâmetas femininos, podendo portanto incluir-se como uma forma particular da reprodução sexuada.
Este não é o primeiro caso documentado de partenogénese em tubarões vivíparos. Já tinha sido descrito em tubarões martelo de pequeno porte, da espécie Sphyrna tiburo. Nesse caso tratava-se de um animal em cativeiro, e o nascimento do pequeno tubarão apanhou toda a gente de surpresa. Toda a gente, mas não os outros tubarões no mesmo aquário. Enquanto os observadores tentavam perceber o que se passava, um tubarão de grande porte comeu o infeliz tubarãozinho martelo. Os investigadores usaram nesse caso algumas das sobras do repasto para estabelecerem que se tratava de partenogénese.
No caso estudado por caso Demian Chapman e colegas, a cria não chegou a ver a luz do dia. Foi observada no dia 30 de Maio de 2007, na necrópsia de um tubarão em cativeiro, uma fêmea com nove anos de idade que não tinha recuperado após ter sido sedada durante um exame veterinário de rotina. A necrópsia mostrou um embrião do sexo feminino bem desenvolvido, isso apesar da fêmea ter estado isolada de congéneres durante os oito anos que durou o seu cativeiro. Esta espécie atinge a maturidade sexual por volta dos 7 anos e o período de gestação é de 12 meses. Os testes genéticos mostraram o que se esperaria num caso de partenogénese de automistura: ausência de alelos paternos, e evidência de duplicação dos alelos maternos. A pequenita era apenas filha de sua mãe.
Tal como nos casos dos dragões de Komodo, e dos perus, de que falei anteriormente, a partenogénese dos tubarões parece ser apenas uma possibilidade eventual, sendo a reprodução envolvendo os dois sexos a mais comum. Este processo não deve ser encarado como uma forma das populações de tubarões recuperarem do processo acelerado de extinção em que se encontram. Em particular porque o processo acarreta uma perda de diversidade genética. Embora o recurso à partenogénese possa evitar o fracasso reprodutivo em ambientes onde a densidade destes animais seja reduzida, os custos genéticos podem sobrepor-se às vantagens reprodutivas
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
Sistema de correntes superficiais
Alimentado por ventos alísios ,o Atlântico tem dois sistemas de correntes superficiais,com sentidos opostos .
A Sul, a corrente equatorial sul origina a corrente do Brasil que,ao desviar-se para a esquerda,forma a corrente de Benguela na costa africana.A norte, a corrente equatorial do norte transporta a água para oeste,onde colide com o continente americano. Aí desvia-se para a direita originando a corrente quente do Golfo. Esta corrente ,ao atingir uma latitude onde predominam os ventos de oeste ,dirige-se para o Norte da Europa, influenciando profundamente o clima naquela região. A corrente de retorno em direção ao Equador chama-se corrente das Canárias. Vale salientar que a corrente do Golfo influencia a região dos Açores, o que resulta na presença , neste arquipélago,de várias espécies típicas de águas tropicais
A Sul, a corrente equatorial sul origina a corrente do Brasil que,ao desviar-se para a esquerda,forma a corrente de Benguela na costa africana.A norte, a corrente equatorial do norte transporta a água para oeste,onde colide com o continente americano. Aí desvia-se para a direita originando a corrente quente do Golfo. Esta corrente ,ao atingir uma latitude onde predominam os ventos de oeste ,dirige-se para o Norte da Europa, influenciando profundamente o clima naquela região. A corrente de retorno em direção ao Equador chama-se corrente das Canárias. Vale salientar que a corrente do Golfo influencia a região dos Açores, o que resulta na presença , neste arquipélago,de várias espécies típicas de águas tropicais
segunda-feira, 22 de março de 2010
Oceano Atlântico
O seu nome provém da mitologia grega e significa "mar de atlas".Segundo a lenda ,Atlas é um descendente dos Titãs,uma raça de gigantes que personifica as forças da natureza.Devido a revolta dos titãs contra os deuses do Olimpo,Zeus, o líder espiritual dos homens e dos deuses ,castigou Atlas a carregar o mundo e os céus nas suas costas.Daí o significado de Atlas ,portador ou tolerante, e a razão pela qual é representado com um globo nas costas. O oceano Atlântico é o segundo maior oceano .Após a decisão da Organização Internacional Hidrográfica,na Primavera do ano 2000,de criar o oceano Antártico ,foi-lhe retirada a porção a sul dos 60°S.Atualmente ,ocupa uma área de 76.762.000km².Apesar de sua dimensão,tem uma linha de costa com cerca de 112.000Km,quatro vezes superior à do Pacífico.Tem uma profundidade média de cerca de 3.800m, atingindo no ponto mais profundo ,um local situado na fossa de Porto Rico ,8605m.A norte faz fronteira com o oceano Ártico e a sul com o Antártico.O Equador divide-o em Atlântico Norte e Sul.
terça-feira, 16 de março de 2010
Seleção natural
O conceito de seleção natural não sofreu grandes alterações desde sua formulação por Darwin e Wallace .Apesar de sua relativa simplicidade,a idéia de seleção natural tem sido frequentemente mal empregada. A seleção natural apenas direciona a evolução dos organismos de acordo com as pressões ambientais atuantes em um dado momento.Alterando-se essas pressões, altera-se o "rumo" que a seleção natural dá à evolção do organismo em questão.
A seleção natural (sua versão biológica) nada mais é que uma avaliação estrística da sobrevivência e/ou reprodução diferencial entre organismos de uma reprodução diferencial entre organismos de uma população que divergem em uma ou mias características fenotípicas hereditárias.
A seleção natural (sua versão biológica) nada mais é que uma avaliação estrística da sobrevivência e/ou reprodução diferencial entre organismos de uma reprodução diferencial entre organismos de uma população que divergem em uma ou mias características fenotípicas hereditárias.
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